
Os conflitos entre escravos atravessam todo o período colonial e se estendem até a abolição da escravatura, em 1888. São comuns os casos de suicídio, de fugas, de abortos provocados pelas escravas e os assassinatos de senhores, feitores e capitães do mato. Revoltas e fugas coletivas nos engenhos são freqüentes, principalmente no século XVIII. Na resistência à opressão branca, os escravos negros também se organizam coletivamente e formam quilombos. Há registros desses núcleos autônomos de negros fugidos ao cativeiro em todas as áreas do Brasil onde a escravidão se fez presente. O mais conhecido é o Quilombo de Palmares.