Datas Importantes

 

1808 – A Corte de Portugal procurava o Brasil para poder se refugiar das ameaças de Napoleão e do bloqueio continental, que proibia a Inglaterra de comercializar com qualquer país. A instalação da Corte portuguesa no Brasil iria gerar uma grande mudança na nação. Com a Corte portuguesa agora em sua colônia, muita coisa iria mudar. A abertura dos portos aconteceu para beneficiar a Inglaterra e ajudar Portugal. Com essa mudança a Corte portuguesa, agora no Brasil, poderia comercializar com os países. No entanto, os fazendeiros brasileiros também foram beneficiados, pois eles não teriam que exportar somente para Portugal, poderiam também exportar para a Inglaterra. 

 

1820 – Os Portugueses, que ficaram em Lisboa, já estavam cansados. Eles exigiam o retorno do seu rei. Isto, porém, iria causar grandes mudanças em sua colônia, o Brasil. Tais mudanças seriam o fechamento dos portos e a recolonização. Essas mudanças não agradavam aos ricos fazendeiros do sudeste, que teriam suas rendas reduzidas. Assim, a pedido dos portugueses, Dom João VI voltou para Portugal, e seu filho Dom Pedro I ficou para tomar conta do Brasil.

 

1822 (9 de Janeiro) – “O dia do Fico”. Dom Pedro I recebia mais uma das inúmeras cartas de seu pai exigindo seu retorno a Portugal. A idéia de recolonizar o Brasil ainda existia na mente dos ambiciosos portugueses. No entanto, Dom Pedro disse ao seus companheiros que permaneceria no Brasil, e proclamou:

 “Se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, diga ao povo que eu fico.”      

 

1822 (7 de Setembro) – Dom Pedro I, junto com José Bonifácio e outros fazendeiros, andava às margens do Rio Ipiranga. Ao longo do seu caminho veio um mensageiro que lhe trouxe um ultimato do seu pai para voltar imediatamente para sua terra natal, Portugal. Dom Pedro já não obedecia às ordens de seu pai, e com os revoltados fazendeiros ao seu lado, fez a proclamação da independência. Finalmente gritou:

“Independência ou Morte!!”

Apesar do que foi narrado, o processo da independência representou, na prática, uma articulação de Dom Pedro com a aristocracia visando abafar qualquer possibilidade de a Independência ser feita pelas camadas populares. Daí, a história oficial ter interesse em divulgar essa imagem, de uma independência feita de forma pacífica e quase perfeita.